Sustentabilidade em três dimensões

A primeira mesa-redonda da manhã, no Encontro de Assessores, foi composta por Ana Claudia Pais, gerente de Comunicação da Holcim Brasil, e Rodrigo Vieira da Cunha, gerente executivo de Comunicação do Grupo Santander, e abordou o Guia de Comunicação e Sustentabilidade do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS).
Cunha iniciou a apresentação traçando um paralelo entre a sociedade industrial e a atual, a sociedade do conhecimento. O gerente do Grupo Santander apontou que a transparência é um das principais características desta Era, em que a marca, a comunidade e a empresa estão inseridas em um mesmo contexto. No mundo atual não há mais limites geográficos e o modelo de relacionamento não é mais independente e sim interdependente.
Em seguida, ele apontou algumas premissas do papel do comunicador, que tem o poder e responsabilidade de comunicar, influenciar e engajar. Assim como Trigueiro, Cunha acredita na importância de "fazer o dever de casa", ou seja, envolver primeiro o público interno e criar esta cultura como parte da identidade da marca.
"Ações valem mais do que palavras", afirma ele, que acredita que a comunicação pode abusar do senso comum, deve preferir uma linguagem universal e uma pitada de bom humor. Por isso, explica que é preciso se evitar a pecha de "ecochato" e "biodesagradável".
Por sua vez, Ana Claudia enfatizou a importância em se manter coerência entre o que se fala e o que se faz, aliás, uma premissa básica da comunicação. A gerente da Holcim demonstrou também o quanto os públicos de uma organização se misturam e, por isso, a empresa deve ter um olhar integrado envolvendo a valorização das pessoas, o respeito ao ambiente e o desempenho econômico, na chamada triple botton line.
Outro recado importante dado em sua apresentação é de que as empresas nunca devem gastar mais em uma divulgação do que em um projeto. Com orçamentos cada vez mais enxutos, os profissionais devem pensar nos três R's: reduzir, reutilizar e reciclar. Além disso, as ações devem ser ponderadas numa cadeia. "É preciso olhar todo o processo e não o produto".
Ela enfatiza ainda a importância em valorizar as pessoas, envolvendo-as. "O plano de comunicação começa com diálogo", por isso, é preciso ter humildade para ouvir outras pessoas e lembrar que o colaborador é o seu primeiro stakeholder.
A palavra-chave hoje é confiança, que pode ser gerada por meio das seguintes práticas: Fatos e não promessas; Humildade e não arrogância; Números e não suposições; Políticas e não projetos; Práticas e não discursos; Ação e não retórica; Convicção e não conveniência; Senso de oportunidade e não oportunismo; e Para valer e não para constar. A especialista reforçou o cuidado para não produzir anúncios com maquiagem verde.
Os participantes receberam um exemplar do Guia de Comunicação e Sustentabilidade, que está disponível também para download. Clique aqui.
A apresentação pode ser acessada no hot-site, na área de Downloads.
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