Revista VIva - Diversidade/18 - page 18

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REVISTA VIVA
Ensinar os filhos a respeitar as diferenças é
uma ótima medida para combater a prática
do bullying nas escolas
G
ordinhos, com orelha de abano, cabelos dife-
rentes, que usam óculos, altos ou baixos demais,
quietos demais, desengonçados... Todos esses
perfis de criança existem, mas nemsempre, para elas, a rotina
escolar é fácil. Isso porque muitos sofrem bullying, o resul-
tado da não aceitação das diferenças por outros colegas de
escola. Casos de discriminação e humilhação começam na
infância, por isso, é emcasa e na escola que pais e professores
podem acabar com essa realidade.
Apsicóloga Renata Pedroso, da UnimedVitória, explicou
que o termo "bullying" é entendido como atos de violência
física ou verbal e que ocorremde forma repetitiva e intencio-
nal contra uma oumais vítimas. Segundo ela, no Brasil, só em
2005 o tema passou a ser objeto de discussão
em artigos científicos.
Os reflexos do bullying podem ser devasta-
dores quando as crianças cresceme viramadul-
tos, explicou Renata. "Há pessoas adultas que
sofrem transtornos emocionais como depres-
são, ansiedade, pânico, entre outros, decorren-
tes de violências sofridas há anos no ambiente
escolar", disse.
Ela defende que crianças que estejam so-
frendo esses abusos não levem as provoca-
ções "na brincadeira". "A violência sofrida, na
verdade pode estar reprimindo sentimentos e
levando a uma forte angústia. A criança deve
denunciar os agressores e os pais e as escolas
precisam incentivar a denúncia e se preparar
para recebê-la".
RESPEITO
À DIVERSIDADE
MEnOR IDADE
fotos
José Alberto Jr.
reportagem
LuísaTorre
Rosana contou
que explica para
os filhos Sophia e
Matheus as diferenças
entre humilhação
e situações que
incomodam
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