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Cirurgia robótica no Sistema Unimed: da inovação à decisão sistêmica

24 de março, 2026

A cirurgia robótica entrou na agenda estratégica do Sistema Unimed. Não mais como tendência tecnológica, mas como uma decisão que exige coordenação, escala e disciplina econômica.
Nos dias 19 e 20 de março, em João Pessoa, o Inova Robótica, organizado pela Unimed João Pessoa e pela Unimed do Brasil, reuniu lideranças de Unimeds de todo o país para discutir o tema sob uma abordagem integrada, conectando visão institucional, prática assistencial e modelos de negócio.


De inovação a decisão estrutural

A ampliação regulatória e a evolução do setor mudaram o patamar da discussão. A incorporação deixa de ser exceção e passa a exigir respostas estruturadas.

“Não é mais uma pergunta sobre ‘se’ vamos incorporar essa tecnologia. A pergunta agora é como fazer isso com sustentabilidade e coordenação no Sistema Unimed”, disse Dr. Newton Nunes, Diretor Administrativo-Financeiro da Unimed Participações, na abertura do evento ao lado do Dr. Paulo Faria, Vice-Presidente da Unimed do Brasil, e do Dr. Gualter Ramalho, Diretor da Unimed do Brasil e Presidente da Unimed João Pessoa.

O risco está na incorporação

A tecnologia melhora desfechos e amplia a capacidade técnica, mas exige investimento elevado, escala mínima e reorganização operacional. Sem planejamento, há risco de pressão de custos e perda de sustentabilidade.

Avaliar antes de investir

A decisão exige análise de demanda, especialidades, capacidade instalada e volume potencial. Nesse contexto, “a UniBlue apoia as cooperativas com estudos de viabilidade, avaliação econômico-financeira e estruturação de modelos”, explicou Edson Rodrigues, Superintendente Executivo da Unimed Participações.

Sua atuação está alinhada ao Programa Nacional de Cirurgia Robótica e Telecirurgia e é recomendada como suporte técnico pela Unimed do Brasil para qualificar decisões.

Escala, modelo e negociação

No painel estratégico, temas como negociação de robôs e insumos, honorários médicos, remuneração, pacotes cirúrgicos e racionalidade econômica reforçaram que o diferencial está no modelo, não na tecnologia isolada.“A adoção pode ocorrer por aquisição, locação ou modelos cooperados entre Unimeds. A coordenação também se mostra decisiva na negociação com fornecedores, ampliando escala e melhorando condições comerciais”, explicou o Superintendente Executivo da Unimed Participações.
Coordenação como caminho

O Sistema já acumula experiências, mas ainda sem um modelo consolidado, o que gera dúvidas sobre demanda, custo e estruturação. A organização dessas experiências e o compartilhamento de conhecimento tendem a qualificar a tomada de decisão.

Como locadora de equipamentos médicos do Sistema Unimed, a UniBlue integra tecnologia, estrutura financeira e abordagem consultiva para viabilizar modelos sustentáveis. “Mais do que adotar tecnologia, o desafio que nos propomos a resolver junto às cooperativas médicas é estruturar a incorporação de robôs de forma coordenada, ampliando eficiência, poder de negociação e segurança nas decisões”, concluiu Edson.