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Sem uma estratégia adaptativa, ficaremos pelo caminho

10 de junho, 2024

Na música Cotidiano, de Chico Buarque, ele conta a história de um casal que não se renova, que não ousa. “Todo dia ela faz tudo sempre igual, me sacode às seis horas da manhã...”, reclama o marido na música, embora, ao que parece, ele também faça tudo sempre do mesmo jeito.

No mundo empresarial, fazer tudo sempre igual é trabalhar pelo fim do negócio, é jogar contra a perenidade da marca.
Se o mundo muda constantemente, se as tecnologias avançam e evoluem, se a medicina desenvolve novos tratamentos, se os eventos climáticos extremos nos surpreendem negativamente, temos de nos adaptar, de nos transformar, de ajustar nossas operações às mudanças que se sucedem.

A criação da Unimed foi uma disrupção, creio que todos concordamos com isso. Mas a população do Brasil mal superava os 86 milhões em 1967, quando foi criada a Unimed Santos. Hoje, somos mais de 200 milhões. Não havia internet, não votávamos para presidente, ainda havia hábitos de pai para filho.

A Estratégia Adaptativa nos mostra como colocar efetivamente o cliente no centro de nossas atividades. Tive a feliz oportunidade de moderar, no 4º Fórum Estratégico Unimed, realizado ao final de maio, em Florianópolis, a palestra de Sandro Magaldi, coautor do livro “Estratégia Adaptativa”, e fiquei satisfeito ao perceber que essa linha de pensamento está alinhada com as preocupações e com os objetivos do Sistema Unimed.

Essa estratégia requer resiliência e propósito; pede empatia e clareza; exige agilidade e adaptabilidade, e demanda comunicação e intuição. Essas recomendações vão ao encontro da forma como as Casas Nacionais têm agido em seu planejamento estratégico conjunto: cliente no centro, uso de dados para tomar decisões, ser ágil, criar uma cultura de adaptação e tolerar o erro, para fomentar a inovação.

A Unimed Participações, em sua função de hub de negócios prioritários e complementares ao ecossistema Unimed, tem atuado nesse sentido, promovendo a intercooperação, a centralidade no cliente, a ousadia criativa e o uso de dados para a tomada de decisões. Tem entregado soluções que são adaptações de nossas operações às mudanças econômicas, sociais, comportamentais e tecnológicas.

Não temos de fazer tudo sempre igual, porque nem nós somos os mesmos à medida que o tempo passa. Perenidade com sustentabilidade é um grande desafio que demanda adaptabilidade de nosso cooperativismo médico bem-sucedido. Contem com a Unimed Participações nesse processo tão interessante e desafiador. Vamos nos adaptar juntos!
Um abraço,

Adelson Chagas
Presidente da Unimed Participações