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stresse alto, má alimenta-
ção, sedentarismo. Juntos
ou dissociados, esses são
fatores característicos da
sociedade contemporânea e decisivos
para o aumento do número de pacientes
com doenças cardiovasculares. Segun-
do a OMS, esse tipo de enfermidade é
a primeira causa de óbitos no mundo,
respondendo por 30% das mortes no
Brasil. Os dados inspiram cuidados nas
autoridades de saúde e, no V Congres-
so Médico da Unimed-Rio, realizado em
julho, ganharam destaque durante a con-
ferência “O impacto das doenças cardio-
vasculares no mundo contemporâneo”.
O debate chamou a atenção dos médi-
cos para o fato de que se as taxas atuais
forem mantidas, os problemas no cora-
ção podem colocar o país no topo do
ranking de mortes no mundo em 2040.
Coordenador da Comissão Cientí-
fica da especialidade no Congresso e
diretor médico do Hospital Unimed-Rio,
Luiz Antônio de Almeida Campos afirma
que, entre as doenças cardiovasculares,
as que apresentam números mais preo-
cupantes são as coronarianas. “Por meio
de pesquisa publicada há alguns anos
pela OMS, o que se percebe é que, a
despeito da queda das doenças cere-
brovasculares nos países integrantes
do BRIC, sobretudo devido a um maior
controle da pressão sanguínea por parte
dos indivíduos, as doenças coronarianas
vêm crescendo. Isso explica-se pelo se-
dentarismo e por uma mudança nos
hábitos alimentares. As pessoas estão
deixando de comer o tradicional prato
com bife, arroz, feijão e salada para ter
uma alimentação baseada em carboi-
dratos e fast food”, destacou.
O cardiologista afirmou ainda que o
Hospital Unimed-Rio, com inauguração
em 2012, será fundamental para aten-
der a uma considerável fatia da enorme
demanda por internações e procedi-
mentos oriunda de clientes com do-
enças cardiovasculares. “Quando se fala
nesse tipo de enfermidade, são muitos
os procedimentos de alta complexida-
de envolvidos. Para isso, o Hospital vai
possuir equipamentos de última gera-
ção e uma equipe médica de exce-
lência, com uma unidade coronariana
altamente qualificada e preparada para
atender os casos mais complexos. Te-
remos também uma sala híbrida, que
une sala de cirurgia e laboratório de
cardiologia intervencionista, onde será
possível realizar procedimentos diversos
de forma simultânea, trazendo ganhos,
sobretudo, em resolubilidade”, analisa.
O Exercício como Remédio
Conscientizar os clientes quanto ao
controle dos fatores de risco que levam
a doenças e quanto à adoção de medi-
das preventivas é uma preocupação da
Unimed-Rio. Recentemente inaugurado,
o Espaço Para Viver Melhor (EPVM), em
Botafogo, é a expressão física disso. En-
tre os seis espaços oferecidos, o local
possui um ambiente específico para o
acompanhamento de pacientes com
doenças coronarianas e insuficiência
cardíaca: a Unidade de Reabilitação
Cardíaca. Coordenada pelo cardiologis-
ta Serafim Borges, o ambiente integra
o Espaço Cardiometabólico, que ainda
conta com uma Unidade Clínica, onde
são realizados atendimentos e tratamentos terapêu-
ticos diversos para pacientes com doenças crônicas,
como diabetes e hipertensão.
Na Unidade de Reabilitação Cardíaca, os pacientes
indicados por um médico cooperado participam de
um programa de até seis meses de acompanhamen-
to de exercícios direcionados, que visa à manutenção
e melhoria de sua independência funcional e, con-
sequentemente, de sua qualidade de vida. A ideia é
que, com a orientação adequada, o paciente dê se-
quência aos exercícios, por conta própria, ao término
do programa. O atendimento também é importante
para que a operadora faça um monitoramento dos
seus clientes nessa condição. No espaço, o objetivo
é trabalhar o exercício como um medicamento, sen-
do aplicado no tipo ideal e na dosagem adequada,
além de os clientes poderem ter sua capacidade fí-
sica avaliada com equipamentos de última geração.
No Espaço Cardiometabólico como um todo, a
expectativa é de que sejam realizados mais de oito
mil atendimentos multiprofissionais no período de
um ano, com 440 clientes atendidos na Unidade de
Reabilitação Cardíaca, onde a avaliação feita perma-
nentemente poderá ser levada pelo cliente ao seu
médico de origem, consistindo em importante ferra-
menta para o tratamento. “O EPVM tem o papel de
ser parceiro dos médicos cooperados, possibilitando
que o paciente atendido leve o seu histórico para ava-
liação e embasamento do seu médico de confiança”,
analisa Maura Soares, gerente de Gestão de Saúde da
Unimed-Rio e gestora da unidade.
Para o diretor do Hospital Unimed-Rio, o modelo
de assistência que vem sendo implementado pela
operadora contempla todos os níveis de combate às
doenças cardiovasculares. “Tratam-se de unidades inte-
gradas de assistência global em saúde. O EPVM prioriza
a promoção de saúde, que é o ato de manter hábitos
saudáveis, e a prevenção de doenças, que consiste
no incremento desses hábitos, eventualmente com o
uso de medicamentos para evitar o adoecimento. Há
ainda os pronto-atendimentos, que prestam o serviço
de urgência e emergência para os que chegam com
algum mal decorrente de sua condição, e o Hospital,
que cuidará daqueles que não conseguiram evitar as
doenças cardiovasculares e precisam de um atendi-
mento de maior complexidade”, finaliza.
SAÚ
DE
Mais!
Revista
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Doenças Cardiovasculares
têm destaque no V Congresso Médico
e evidenciam preocupação com a prevenção e o autocuidado
Paciente da
Unimed-Rio se
exercitando na Unidade
de Reabilitação Cardíaca
E
Apertado
Coração
Por Diego Marrul
As pessoas
estão deixando
de comer o prato
tradicional para ter uma
alimentação baseada
em fast food
Dr. Luis Antônio
de Almeida Campos