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Voltar Neste Outubro Rosa, a Unimed Paranaguá alerta para os sinais que o câncer de mama pode dar além do nódulo
Uma retração na pele, uma mudança recente no mamilo ou uma secreção inesperada podem ser motivos para procurar o mastologista. Embora o nódulo seja o sinal mais conhecido, o câncer de mama também pode provocar outras alterações. Reconhecê-las e buscar avaliação especializada ajuda a antecipar o diagnóstico.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), são estimados 78.610 novos casos de câncer de mama por ano no Brasil entre 2026 e 2028. No Paraná, a previsão é de 4.300 novos diagnósticos em 2026.
“A maioria das alterações encontradas nas mamas não é câncer. Mas toda mudança nova, persistente ou diferente do padrão habitual deve ser avaliada”, orienta o Dr. Luiz França.
Sinais que merecem atenção
Nódulo na mama ou na axila. Todo nódulo novo merece avaliação, principalmente se for endurecido, persistente ou estiver crescendo. Cistos e fibroadenomas também causam nódulos; o toque, sozinho, não define o diagnóstico.
Alterações na pele. Covinhas, retrações, espessamento, aspecto de casca de laranja ou aumento recente de uma das mamas precisam ser investigados.
Mudança no mamilo. Um mamilo que passa a ficar retraído é diferente de uma inversão presente há muitos anos. Feridas, crostas ou descamação persistente, especialmente de um lado, também merecem atenção.
Secreção espontânea. Líquido que sai sem apertar a mama, sobretudo por um único mamilo e com sangue ou aspecto transparente, exige investigação.
Inflamação que não melhora. Vermelhidão, calor e inchaço podem ocorrer em infecções. A persistência após o tratamento ou a repetição dos episódios exige reavaliação, principalmente fora da amamentação.
Dor na mama também merece avaliação
Na maioria das vezes, a dor mamária tem causas benignas, como oscilações hormonais ou alterações musculares. Ainda assim, uma dor nova, persistente e localizada deve ser avaliada. A ausência de dor também não afasta a possibilidade de câncer.
Mamografia mesmo sem sintomas
Alguns tumores não provocam sinais perceptíveis no início. A mamografia pode identificar alterações antes que sejam sentidas ao toque e contribui para reduzir as mortes por câncer de mama.
Conhecer o aspecto habitual das mamas ajuda a perceber mudanças, sem necessidade de uma técnica rígida de autoexame ou de um dia fixo do mês. Essa atenção ao próprio corpo complementa o acompanhamento médico e não substitui a mamografia.
Quando fazer a mamografia
Para mulheres sem sintomas e com risco habitual, a Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda mamografia anual dos 40 aos 74 anos. A partir dos 75 anos, a decisão considera a saúde geral e a expectativa de vida.
No SUS, o rastreamento de rotina é recomendado a cada dois anos, dos 50 aos 74 anos. Mulheres de 40 a 49 anos e acima de 74 anos também podem realizar o exame após orientação sobre seus possíveis benefícios e riscos.
Mulheres com histórico familiar importante, predisposição genética ou outros fatores de alto risco precisam de um plano individualizado, que pode incluir exames mais cedo e métodos complementares, como a ressonância magnética.
Não espere pelo exame de rotina
Essas faixas etárias se referem ao rastreamento de mulheres sem sintomas. Diante de uma alteração suspeita, procure avaliação em qualquer idade, mesmo que a última mamografia tenha sido normal. Não é preciso esperar o próximo exame de rotina.
O mastologista definirá a investigação conforme a avaliação clínica, com mamografia, ultrassonografia ou outros exames quando indicados. Se houver uma lesão suspeita, a confirmação do diagnóstico depende da biópsia, que retira uma amostra de tecido para análise.
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