Revista Conexão - Trajetória de Determinação - page 15

UnimedFederaçãoMinas
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OUTRO
Abaixaautoestimapode
prejudicaroconvívio
social e, por isso, deve
ser cuidadae tratada
doquepoderiaser, nãosearriscaemde-
safiose temde ficar limitadoàquiloqueé
maiscômodo, commedodo fracasso", es-
clarece o psicólogo LeonardoVasconce-
los, daUnimedde Juiz de Fora. "Abaixa
autoestima fazcomqueapessoaevitesi-
tuaçõesdeconflitos, optandopornãoen-
frentardeterminadasituação."
Sempreemalerta
Quandoum sentimentoé recorrente
ecomeçaagerarumproblemanavidada
pessoa, épreciso ficar alerta. Abaixa au-
toestima pode colaborar no desenvolvi-
mento de consequências clínicas, como
ansiedadeedepressão.Maisdoque isso:
pode interferirnoconvívioemsociedade,
no crescimento profissional e na relação
comamigosoucompanheiros.
"Indivíduos com esse sentimento
têmumavisãonegativadesimesmoede
suas relações sociais, afetivas, do traba-
lhoeatividadesemgeral", explicaMarco
Túlio Aquino. Com isso, a pessoa vai se
sentindo isolada, mais ansiosa e com
medode lidar comalgoqueelanãopode
-navisãodela- fazer.
Indivíduosdeprimidosdãomaioram-
plitude aos problemas, e isso acontece
devidoadoiselementosbásicos: a tríade
negativaeasdistorçõescognitivas.Apri-
meira consiste na tendência de a pessoa
ver-se como inadequada ou inapta e ter
umavisãonegativadomundo, semespe-
rança que a realidade possa melhorar.
"Quando ela se acha desinteressante,
pensa que ninguém gosta do trabalho
dela, quenunca será feliz", exemplifica o
psiquiatra. Ele ressalta que essas inter-
pretações podem resultar em compor-
tamentos depressivos. O segundo ele-
mento trata de sentimentos adquiridos
no decorrer da vida, associados a expe-
riências, aprendizados, observações e
avaliações da pessoa sobre si mesma e
sobreomundoasuavolta.
Como tratar?
Aoquestionarosespecialistasa res-
peito da melhor forma de tratamento
para casos de baixa autoestima, todos
sãounânimesem responderqueapsico-
terapia é amelhor opção. "É uma ótima
formadeumapessoa trabalharsuasdifi-
culdades edescobrir osmotivos que re-
sultaram a baixa autoestima. A única
diferença é a linha de trabalhoque o te-
rapeuta vai utilizar - psicanalista, cogni-
tiva, comportamental e sistêmica", co-
mentaMaríliaMorais.
MarcoTúliodeAquino reforçaqueos
procedimentos psicoterápicos permitem
queo indivíduoreconheçaeentendaaori-
gemdoproblema. "Eleteráaoportunidade
detrabalharmudançasempadrõescogni-
tivosadquiridosnodecorrerdavidaeque
estejam associados às experiências e
aprendizados. Uma das características
mais significativas da autoestima saudá-
vel é o fato de a pessoa reagir positiva-
mente às oportunidades da vida, seja ela
no trabalho, noamorouno lazer", relata.
Arquivopessoal
Abaixaautoestima limitaapessoa, fazendocom
queelaevite searriscaremnovosprojetose locais,
esclarece opsicólogoLeonardoVasconcelos
ParaapsiquiatraMarília, omodocomo
apessoa sevêémoldadopor círculos
sociais, como famíliaeamigos
MariaTerezaCorreia
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