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ma das invenções de maior destaque do sé-
culo XIX, o papel feito de celulose continua
sendo utilizado em larga escala no mundo
contemporâneo, em que o fluxo de informa-
ções via computadores é intenso. No entanto, essa peça
fundamental da história da humanidade vem perdendo
espaço na rede própria montada pela Unimed-Rio. E por
bons motivos. Baseado na construção de um sistema
hierarquizado e integrado de informações, o projeto de
verticalização da operadora instituiu o prontuário eletrô-
nico como ferramenta a ser utilizada no gerenciamen-
to dos casos atendidos. A agilidade na condução dos
processos e um maior controle do histórico de cada
paciente são apenas dois dos inúmeros benefícios lis-
tados pelos gestores desses empreendimentos no que
diz respeito à aplicação do recurso.
O uso da Tecnologia da Informação (TI) na área
médica é algo que acontece há algum tempo. Os
primeiros sistemas capazes de automatizar e reorganizar
os registros de pacientes datam da década de 1960,
sendo aperfeiçoados com o passar dos anos e a
evolução tecnológica. No caso do projeto estruturado
pela Unimed-Rio, o grande diferencial na utilização
desse instrumento é a integração de toda uma rede
assistencial por meio dele, incorporando desde unidades
para prevenção de doenças e gerenciamento de crônicos
(como o Espaço Para Viver Melhor), até os pronto-
atendimentos e hospitais (o Hospital Unimed-Rio, que
Como o uso da TI
na estrutura
verticalizada impacta no
relacionamento com o cliente
e na gestão do negócio
será inaugurado em 2012). Nesse sistema, as informações
armazenadas e trocadas de forma ági l e segura
contribuem significativamente para o gerenciamento
do quadro clínico de cada paciente.
“O projeto de verticalização da Unimed-Rio consiste
na estruturação de uma rede de recursos próprios hie-
rarquizada e integrada, em que o foco maior é a ma-
nutenção ou recuperação do estado de saúde de seu
cliente. Dessa forma, unidades pré-hospitalares, como as
de pronto-atendimento, estarão integradas às unidades
hospitalares próprias e às unidades de gestão de saúde,
buscando oferecer um cuidado continuado, centrado no
indivíduo, que terá todo o seu histórico médico acessível,
viabilizando um plano de cuidado integrado”, explica o
gerente de Recursos Próprios da Unimed-Rio Empre-
endimentos, Carlos Chiesa. “Esta passa a ser a espinha
dorsal do projeto, uma rede integrada de informações
que agiliza e diferencia a assistência, que universaliza a
informação e disponibiliza dados sobre atividades, mé-
todos, custos e resultados para cada paciente ao longo
do ciclo de atendimento e do tempo”, completa.
TI e Medicina
A Tecnologia Médica e de Informação não param
de evoluir. Atualmente, os equipamentos de imagem, de
laboratório, monitores e respiradores de CTI e centro ci-
rúrgico e até os leitos hospitalares são capazes de enviar
informações automaticamente para o banco de dados, vin-
culando estas informações ao prontuário único do paciente.
Dessa forma, é possível perceber a agilidade e a quantidade
de erros evitados que esses recursos possibilitam. Com o
desenvolvimento de plataformas web, o acesso e a utili-
zação desses sistemas integrados vêm se disseminando.
Carlos Chiesa cita o caso da Clínica Cleveland, nos Es-
tados Unidos, como exemplo. A empresa adotou uma pla-
taforma – a e-Cleveland Clinic – em que o paciente tem
acesso ao seu prontuário por meio do site My Chart. Já os
profissionais de saúde utilizam o módulo My Practice, que
reúne dados de atendimento ao paciente e todas as fun-
ções clínicas e administrativas. Os médicos ainda podem
consultar, em tempo real, todas as informações pertinentes
aos pacientes encaminhados para a clínica por meio do site
Dr. Connect. Isso gera economia de tempo, menos telefo-
nemas e duplicidade de exames. O prestador oferece ainda
um site para segunda opinião, o My Consult, e um site para
as pesquisas clínicas em curso, o e-Research.
“Acredito estarmos caminhando no rumo certo, buscan-
do associar os recursos tecnológicos disponíveis para ofe-
recer uma assistência diferenciada, ágil, acessível ao nosso
cliente e, acima de tudo, participativa, em que qualidade e
segurança estejam alinhadas à informação e à atenção in-
dividualizada”, finaliza o executivo.
Veja os principais
benefícios
da utilização do Prontuário Eletrônico:
Agilidade no registro e localização da documen-
tação do paciente, por eliminação da papelada;
Leitura fácil e prevenção dos “erros de leitura”
Facilidade na prescrição médica, evitando-se
erros de dosagem, interação medicamentosa e
permitindo a utilização de controles eletrônicos
de administração
Auxílio na implantação de protocolos e rotinas
médicas, além da integração a ferramentas de
apoio a decisões
Simplificação da gestão administrativa, de co-
brança e análises de custos
Capacidade de possibilitar que as informa-
ções sobre os pacientes estejam prontamen-
te disponíveis para a equipe médica, reduzin-
do os ruídos de comunicação e retardos na
tomada de decisão
Criação de uma plataforma de informações
para a extração de dados de resultados e
métricas de experiências, auxiliando no de-
senvolvimento do conhecimento médico e
na educação do corpo médico-assistencial
Disponibilização de uma valiosa ferramenta
para avaliação da qualidade assistencial e
promoção de melhoria contínua do serviço
prestado
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INTEGRADA
UMA
U
CAPA
ESPECIAL
Por Diego Marrul
Rede Própria
da Unimed-Rio
foi pensada
num modelo
de informação
integrada