Coletânea de Contos e Crônicas - Sustentabilidade - page 56

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MÃEGAIA
Os sons e o silêncio, numa sequência simultâ-
nea, entram pelosmeus ouvidos e dançam com ami-
nha imaginação. Flashes, formas, escuridão.Aoabriros
olhos, não reconheço nada, não pertenço a este lugar.
Olho para os lados, olho para as pessoas, são todas fa-
miliares: sem rostos, sem expressões, sem casa, indo
para lugar algum.
Gostariadevoltarno tempo, tentarmudar, achar
algumamaneira, umasolução. Jáestoucansadadocin-
za, dobrancoedopreto. Nãovejomuitas cores, tirando
as da genética, nunca vi outras cores, mas sei que elas
existiam, uma porção delas, em todos os lugares, com
muitas tonalidades.Na teoria, coresprimáriasmistura-
vam-se e formavam outras cores, era uma infinidade.
E, conformeme lembrodeum livro rudimentar, aMãe
Gaia, tinhaatéum "arco-íris",um fenômenoóticoeme-
teorológico que separava a luz do sol em seu espectro
contínuo, quandoo sol brilhava sobre as gotas da chu-
va. Todas as cores dando um show no horizonte. Um
dia aGrandeMãe foi bela... ar para respirar, água para
beber. Grandes montanhas, florestas e rios. Natureza:
florae fauna, umcéuazul eumoceano imenso.
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