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Revista Conexão - Julho / Agosto / Setembro de 2014 - Edição 14
UNIVERSO UNIMED
presidente do Sindicato Nacional das Em-
presas Prestadoras de Serviço à Atenção
Domiciliar à Saúde (Sinesad).
No país, omodelo de atenção domici-
liar passou a ser adotado nos anos 1990 e
se multiplicou por meio da parceria entre
operadoras de saúde e prestadoras de
serviços, especialmente na região Su-
deste. Mas, diferentemente do que acon-
tece em outros países, esse crescimento
se deu por uma demanda específica. De
acordo com a Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS), em 2012, as interna-
ções hospitalares somaram 7,4milhões, e,
segundo a Associação Nacional de Hospi-
tais Privados (Anahp), serão necessários
mais de 13,7 mil leitos até 2016, caso o
número de planos de saúde aumente em
2,1%. "As carências estruturais levam à
'desospitalização' do paciente como uma
alternativa de gestão e otimização de re-
cursos", explica Ari Bolonhezi.
Implantado no Sistema Unimed
desde 1999, esse modelo é praticado,
hoje, em 70 Unimeds brasileiras, por meio
dos programas
Atendimento Domiciliar
e
Internação Domiciliar
. Os
Programas de
Atendimento Domiciliar do Sistema Uni-
med
estão focados na determinação dos
cuidados como paciente, em sintonia com
as suas necessidades, de forma a contri-
buir, efetivamente, para a sua recuperação,
a partir da proximidade com o ambiente
familiar. Para isso, um plano de atenção
domiciliar é elaborado de acordo com as
demandas do assistido, no qual é definido
um conjunto de atividades que serão
prestadas na residência do beneficiado.
Esse atendimento personalizado é feito
por uma equipe multiprofissional, que
monitora o quadro clínico dos assistidos
e orienta os cuidadores e parentes sobre
as medidas a serem tomadas. Para os pa-
cientes, o benefício é o atendimento se-
guro, de qualidade e humanizado, na
companhia dos familiares, dentro da co-
modidade do próprio lar.
Benefícios em cadeia
Para a coordenadora de Saúde Integral
da Unimed Federação Minas, Manuelly
Ansia Dopazo, os benefícios deste modelo
se estendem às operadoras de saúde, mé-
dicos cooperados e hospitais. "O atendi-
mento domiciliar reduz o tempo de interna-
ção e a taxa de retorno de pacientes aos
hospitais, melhorando a gestão dos leitos.
Por estimular a prevenção e a promoção à
saúde, aumenta a capacidade de atendi-
mento do sistema aos usuários, desafo-
gando hospitais e ambulatórios", explica.
Na opinião do presidente do Sinesad,
com o suporte e o trabalho integrado à
equipe multidisciplinar, o médico ganha
em produtividade. "A melhor recuperação
dos pacientes, a redução nos riscos de in-
fecção hospitalar, tudo isso contribui para
o sucesso nos tratamentos e do trabalho
do médico. Além disso, a prática gera va-
lorização e satisfação profissional, resga-
Para Ari Bolonhezi, o atendimento domiciliar
contribui para a boa recuperação do paciente
O atendimento domiciliar vem cres-
cendo no Brasil e se apresenta como uma
boa opção para a população, que ganhou
mais longevidade, para a valorização do
trabalhomédico e para as operadoras, que
contabilizam vantagens, como a amplia-
ção da rede de atendimento. A humaniza-
ção do atendimento e a redução no tempo
de recuperação também contam a favor
desta prática. "Muitas vezes, o atendi-
mento prolongado no hospital causa de-
pressão nos pacientes, o que impacta seu
tratamento. O fator psicológico influencia
muito neste caso", destaca Ari Bolonhezi,
Divulgação Sinesad