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noresforço,masosuficienteparamedeixarbem longe.
Sentada, encostada em ummuro, estava admirando a
bela vista sendodestruída. Tentando achar uma saída,
lembrei então que meu pai tinha um amigo jornalis-
ta, que conheci em um daqueles passeios em família
entediantes. Mas ele, com certeza, ficaria interessado
na história. Sem pensar duas vezes, achei o número e
liguei para ele, afirmando que tinha um ótimo plano.
Mas, naverdade, não sabianada, nãoconseguiapensar
emnada.
Minhador de cabeça aumentava a cada segun-
doeagoraestavamaispressionadadoquenunca.Preci-
savapensar emalgoantesque Joséchegasse. Passados
uns cincominutos, aquela luzqueeuqueria tantoapa-
receu. Tiveuma ideiabrilhantequesalvariaobosque, o
meu bosque, ou, pelomenos, eu achava que impediria
dedestruir tudo. Abri asnotasdocelular, tentando for-
mar algumas rimas, daquelas que grudam na cabeça.
Precisavadeumhinoparasercantado, depessoasa fa-
vor domesmo objetivo que omeu. Semmuitas ideias,
resolvi ligar para omáximo de pessoas que pude. Em
poucosminutos, aquele lugar estaria cheio o suficien-
teparapararem comodesmatamento, ou, pelomenos,
ganhariamais tempopara resolver todaessa situação.
Meia hora depois, meus amigos começaram a
chegar com cartazes e megafone. Por ummomento,
agradeci em silênciopor ter amigos tão leais. Comeles
chegou José, já ligando as câmeras, prontas paramais
umamatériade revolta. Fiquei tontanovamente.Perce-
bi quão envergonhada eu era. Estava suando frio. Bor-
boletas nomeu estômago sebatiamdeum ladoparao
outroe, então, respirei fundoemeconcentrei. Erauma