75
Das coisasmais simples,
Asmais elegantes.
Arthur era um grande pintor, adorava pintar
paisagensdesdequeeracriança.
Após a faculdade, ele voltava para a casa como
todos os outros dias normais, mas hoje foi diferente.
Decapuzpretoecabeçabaixa, alguém sussurraao seu
lado.
-Você jáesteve lá.
Em suavaranda, Elisa refletia sobreoqueocor-
rera domingo, quando uma pena branca acinzentada,
maciacomoveludocaiu sobre suasmãos, queestavam
estendidasparaocéu.
Algode ruimestavaacontecendo.Arthurestava
preocupado e começou a pensar sobre oquehouveno
metrô, quandovoltavaparaacasa.
- Eu conheço essa voz, mas de onde? - expres-
sou-se.
Foi até a casa de Elisa, que também tinha um
semblanteaflito.
-Elisa, estoumuitopreocupado!
- Uma pena caiu sobreminhasmãos há pouco
tempo.
-Nós sabemosoqueé isso.
-Precisamos ir até lá.
Foidifícil reconhecero local, quandochegaram.
Estavadiferente.Nãoseouviamaisoscantosdealegria
dospássaros. Atéasárvorespassavamumaenergiade
tristeza.
- Fico feliz que vieram até o outromundo. Faz
muito tempoquevi vocês.