77
mãe.
Mesmo com todas as campanhas que estavam
fazendo, nãoestava sendonada fácil convencer odire-
tor. Suaambiçãoeragrande, ocegava, o faziaviverpara
ter enãopara ser.
-Eagora, oquevamos fazer?Mesmocom todas
as manifestações com todos os grupos de estudantes
nos ajudando,mostrandoparaa sociedadeaartequea
naturezanosdá.Ele insisteemderrubaraárvore.Oque
fizemos até agora foi apenas prorrogar a derrubada da
árvore -desabafouArthur.
-Tragaeleparaooutromundo.
-Major, ondeestá?
-Façamoqueeudigo.
Apósuma tensadiscussão, odiretor foi conven-
cido.Durante todoocaminho, suaexpressãoeradede-
bocheedúvida.
-Vocês são loucos!
Quando entraram no outromundo, Arthur lhe
pergunta:
-Quemé loucoagora?
O diretor o encara, no outromundo, com uma
expressão rude. Major aparece.
- Você, diretor, não está tendo alucinações. Por
isso, lhepeçoumpoucode consciência e quenãoder-
rubeaárvore.
-Ora,masoquehádecomumnisso?
- Não percebe? Aquela árvore sustenta esse
mundo. Secortares, nãohaverámaisessemundo.
- Peço perdão, não irei cortar. Mas, mesmo as-
sim, irei construir.
-Mas como? Pois a árvore permanece no local