Coletânea de Contos e Crônicas - Sustentabilidade - page 74

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-Vocêescolhe - respondeuele.
Ela riu:
-Tom, vocênãomechamou sópelofilme, né?
O garoto gelou. Olhoupara ela, e ao ver que ela
sorria, sorriu também. Então, num gesto de coragem
agarrouamãodelae foramatéemcasaassim.
Aochegarem, foramatéacasanaárvore.Lá, eles
conversaramecomeramporcarias, atéque, semavisar,
amenina o beijou. Fora seuprimeiro beijo, do seupri-
meiroamor...
RRRRR!
Ogaroto acordoudodevaneio comumbarulho
assustador.Olhouparaa janelaepercebeuque jáerade
manhã.Achuvapassara. Eleseaproximoudavidraçae
sedesesperoucomoqueviu.
Seupai empunhavauma serra elétrica contrao
pobrecarvalho, queestremecia. Thomassaiudoquarto
edesceuasescadascorrendo.
Opai observavade longe a árvore. Então, numa
lufadadear, ocarvalho foi-seaochão, levandoconsigo
omundoqueogarotoconstruiu.Despedaçado.Reduzi-
doaumanuvemdepoeira.
Sufocado, Thomaschorouem silêncio...
Autor: Pedro JoseBernartBattisti
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