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ajudar oplaneta vão ajudar a nósmesmos. Não imagi-
namos como ações assim vão nos garantir um futuro
melhor,masposso lhes afirmar, galera, quevão sim, só
precisamosnosunir.
Então paro, respiro e, quando me dou conta,
estão todos em pé, aplaudindo. Consegui conquistar
meuobjetivo e fazer todos realmente compreenderem
a sustentabilidade e, quem sabe, se tornarem pessoas
melhores. Lágrimas começam a cair, pela minha ta-
manha emoção. Só então percebo no fundo da turma,
me aplaudindo, está também Sebastian. Fico surpresa,
pois está semocapuze sorrindo. Eleestámaravilhoso.
Começo a entender o porquê do atraso e, nos últimos
doisdias, a frieza. Sebastianqueriaqueeuficassebrava
porque sabia que, assim, eu liberaria essaminha raiva,
não através de xingamentos, mas sim conhecimentos.
Perceboqueoquepensava sobre ele era errado. O sor-
riso ainda está em seu rosto e então eu sorriode volta.
Ele realmentemeentendeemeajudoua fazercomque
aspessoasentendessematravésdemimesse tema. Ca-
minho atéo fundodo salão eo abraço, agradecendo-o
por tudo. AprofessoraVerônica sobeaopalcoedápara
ver oquanto ela está felizpelos alunos e suas ideias. A
partirdo seu simplesmente sustentável, ela sorri e fala:
-Alunos, agradeçoavocêseaMarinapelamag-
nifica apresentação. Vocês não só abriram os próprios
olhos como também o de nós, adultos, para pararmos
depensaremnóspróprioseabrirasportasparaonovo,
pensandoem todos.
- Você acha que podemosmudar? - Digo a Se-
bastian, enquantoVerônicacontinuaa falar.
-Euacreditei emcadapalavraquedissenopal-