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tempestades, hojeme impediam de salvar minhas ir-
mãseme salvar.
Ao anoitecer, como ocorriam todos os dias, os
humanos foram embora.Mas eu sabia que, ao raiar do
sol, elesestariamdevolta, eeuseriaaprimeiraárvorea
serderrubadanodia seguinte.
Contrariando seus hábitos, eles chegaram no
meio da noite. Pareciam ser pessoas diferentes. Mas
depois de toda a destruição que euhavia visto, resolvi
não ter esperanças emepreparei paraomeufim. Con-
tudo, elesnãomecortaram.Ao invésdisso, começaram
aseorganizarnocemitérioondeoutroraestiverammi-
nhas irmãs.
Quando amanheceu, os humanos que estive-
ramnoscortandohádiasaparecerameficarammuitos
surpresoseassustados (algunssaíramcorrendo) aono-
tar aquelas pessoas que apareceram nomeio da noite.
Fiqueimuitoconfusacom isso, poisnãoestavam todos
domesmo lado?
Os homens que haviam chegado no meio da
noiteestavam segurandoarmaseumdelesdisse:
-Vocês estãopresos por cometerem crime am-
biental.Estaéuma reservaprotegidapelo Ibama.Vocês
podem permanecer calados, pois tudo que disserem
poderá serusadocontravocês, no tribunal.
E as coisas ficarammais estranhas depois dis-
so, pois todosaquelesquehaviamnoscortadoestavam
sendo algemados pelos humanos armados e levados
para alguns carros que haviam aparecido depois e ti-
nham a escrita "PoliciaAmbiental" gravada em sua la-
teral.
Após aquele dia, não vi mais nenhuma pessoa