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Éumgrande festivaldemaias, gorros, apetrechos indí-
genas, doces caseiros. Atémesmo as crianças partici-
pamdesse ritual de sobrevivência.
Emmeio a toda essa inquietação, percebo al-
guém que se faz indiferente a tal ambiente. Umame-
nina de cabelos negros e despenteados está com um
vestidinhoque antes poderia ser cor de rosa,mas ago-
ra é apenas mais um trapo desgastado. Ela caminha
calmamente com o olhar triste até que a vista algo de
longe. Apequenaolhanadireçãodomeu carroe corre
comesperança.Lávemessameninamepedirdinheiro,
penso, e, compena, vou juntandoalguns trocados.Mas
surpreendentemente ela abaixa-se, pega algona rua e
volta para a calçada onde se amontoa num canto. Dis-
cretamente, ela abreumpacote. Éoque restoudomeu
lanche...
Amenina quenão sei onomedesmotivou toda
a tecnologiadomeucarroecológico.
Autora: CristianePriscilaCorreadeSouza