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sabemosde tudo! E sei tambémquevocêestábemes-
tressadacom todasas tarefasdodiaadia.
- Ah! Pois é, não aguentomais toda esta rotina:
Acordar, trabalhar, pegar o trânsito... Nemme fale em
trânsito. É insuportável andar de carro nesta cidade,
sem contar a demora que é atémesmo para comprar
pão.
- Mas você pega carro para um simples pão?
Não tempanificadoraaqui?
-Ah, até temumaaqui...Maséaduasquadras.
-Minhasantamadrinhadasfadas!Eporquenão
vai andando?É tão fácil! Doplanetaque euvenho, nós
vamos andandopara todo lugar e, se éumpoucomais
longe, utilizamosapadocicleta. Contudo, nossoplaneta
é tristeesombrio.Nãoexiste luzsolar, nemáguaemui-
tomenos árvores. Bom, Fadaisópolis já foi lindo como
aqui. Porém, oque sobrou foramapenas trevas...
-Poxa!Masporquê?
- Por causa da poluição. Com tanta coisa errada
ocorrendo,meuplanetanãoaguentoueoque restou foi
tristezae saudade...
- Entendi. Que pena! Mas o que você faz aqui,
Anne?
-Minha funçãoéalertá-los! Avisar apopulação
para que a realidade donosso planeta não se transfor-
mena realidadedaTerra.
Nesse exato momento, o sol que brilhava foi
ofuscadopor uma grande nuvem e a escuridão tomou
contadagrandecidade. Anneprosseguiu.
-Édistoqueestou falando,Marga!
-Anne, por favor! Ajude-me, nãoqueroquemi-