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viam. Emergindodas árvores, apareceuuma belamu-
lher, cujos longos cabelos dourados contrastavam com
aescuridão. Ela tinhaumolharbondoso,mascertaau-
toridade no andar. As pessoas que antes conversavam
pararamdesúbito, fazendouma rápida reverência. Seja
láquem fosseaquelamulher, eramuito importante.
- Bem, o assunto que tenho que tratar émuito
importante. Estou muito preocupada com a degrada-
çãodanatureza.O serhumanoa tem tratado semmui-
ta importância, esgotando assim os recursos naturais.
Por isso, convoquei vocês, os representantesdosquatro
elementos, para resolvermos oquevamos fazer diante
disso.
Quatro elementos? Helena só podia ter ouvido
errado. E o que seria aquelamulher?Amãe natureza?
Pareciaatépiada.
- E então? O queme dizem? - Disse a possível
mãenatureza, apósuma longapausa.
-Eu jávinhapensandonissoháumbom tempo.
Achoquedeveríamosacabarcomeles,dizimá-los-dis-
seFlaviuscomumar solene.
-Oquê?FicouLouco?Emquesentido teria isso?
-PerguntouFlora.
- Ora, não precisamos deles. Além domais, eu
vejoum futurodevastador seanaturezacontinuar nas
mãos deles. Vejo milhões e milhões de pessoas sem
água, vivendona imundicequeelasprópriascriaram.
-Disse, Flavius.
Ele estava certo. Helena tinha que admitir. Ela
mesma estava fazendomuitas coisas quehaviam cita-
do. Será que precisava ter se perdido na floresta para
perceber isso?Sentiavergonhaagora.