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UM PEQUENO
JARDIM
Andando pela rua, percebo as estradas que
guiamoscarros, ascalçadasporondedezenasde famí-
lias residem.Admirando tudoaquilo, percebooscarros,
muitoscarros.
Ao longodocaminho, notoumpequeno jardim.
Mas, infelizmente, asplantas recebemumamácompa-
nhia: o lixoque também faziade láa suamoradia.
Seguindo mais à frente, abandono a avenida,
noto água sobmeus pés. Limpa, cristalina, porém não
o suficienteparao consumohumano,mas o suficiente
para regar aquele jardim. Avançandomais um pouco,
quase chegando a casa, vi umamulher lavando o seu
carro, omesmo carro que soltava gases poluentes aos
céus, omesmocarrobeloe limpoquepassouporaque-
le imundo jardim.
Anatureza, amesma que algumdia nos forne-
ceu abrigo, alimentos e segurança, a mesma que nós
maltratamos todos os dias, enquanto cortamos as ár-
vores, poluímos os rios emares. Tudo, um dia, poderá
extinguir-se, casonós, emnossa grande "prepotência",