Coletânea de Contos e Crônicas - Sustentabilidade - page 129

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dardoseupróprioanimal?Épraacabarmesmo! -Disse
o pai, soltando um suspironomeio de um sorriso sar-
cástico.
-Maspai... -Disseomenino, diminuindoavoz
-elenãoé sómeu...
-Oque, João?Oquevocêdisse?Era sóoqueme
faltava!Nãocumprecomasobrigaçõeseaindaquer re-
clamar?
O homem foi virando para trás, pois iria conti-
nuaraxingar João, quandoamãesegurou-opelobraço
edissecomumavozcalma:
-Ei! Calma, amor! Eleapenasdeveestar ansioso
comaviagemeesqueceu-se.
O marido olhou profundamente os olhos cor
demel damulher, os quais o fez se acalmar nomesmo
instante. Sem que saísse som algum, apenasmovendo
os lábios, eledisseque "tudobem" e sorriu. O climade
tensão jáhaviapassado.
- Onde estão aqueles jornais da semana passa-
da?Voucolocá-losnochãoparaqueoBilbopossa fazer
xixi.
-Não,mamãe!Nãouseos jornais. Ésó levá-lona
grama, rapidinho. Os jornais vão demorar para se de-
compor. Eumesmoposso levá-lo-disse João, desenga-
tandoocintode segurança.
-Nãoprecisa, querido-Rose falousorrindo-es-
tamos atrasados. Logo sua avó chega para pegar oBil-
bo. Quem sabe ele nem vai ter sujado o jornal, não é
mesmo?
Apesar de sentir-se descontável com a ação da
mãe, João consentiu. Agora que já estavam definitiva-
menteprontos, a família fezumaoraçãoantesdepegar
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