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a estrada. Saindo da garagem, Rose levou um choque
como tempo:
-Nublado?Nósestamosnoverão, geralmentesó
chovenosfinsde tardeenão logopelamanhã.
-Que "legal"-disseAmélia, comumavoz "enjo-
ada" - agoranãovoupoder usarmeus óculos de sol da
moda.
-Calma, galera. Já, já essas nuvens se espalham
e vocês vão ver que sol bonito aparecerá - Júlio falou
todoentusiasmado.
Ouvindoos comentários, Joãodisseem segredo
queesperavaqueachuva "caísse" equeo sol apareces-
se o menos possível. Enquanto todos ouviammúsica
e tagarelavam, ele distraía-se em seus pensamentos.
O garoto adorava passear de carro em dias cinzentos.
Eram as ocasiões perfeitas para colocar sua criativida-
deemdia. Sem sepreocupar comashoras, João seguiu
aviagemolhandopela janela, coma cabeçanomundo
daLua.
-Meninos...Hei, crianças, acordem!
Os olhos foram se abrindo e aquela claridade de sol se
pondo tomavacontadeseus rostos.Ouviramum "psiu"
edepararam-secomamãena janela:
-Chegamos!
Júlio eRosedesciam as bagagens e os filhos espregui-
çavam-se no banco de trás. Quando ouviram o porta-
-malas bater, resolveram descer. Entraram na casa e
cada um foi organizar suas coisas. Após terminarem,
optarampor comer emalgum restauranteàbeiramar.
Caminhando pelos paralelepípedos, Júlio co-
mentoucoma suaesposa:
- Que engraçado, amor. Nesse trajeto que es-