Coletânea de Contos e Crônicas - Sustentabilidade - page 128

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-Apura! Estamoscompressa.
Sem nenhuma resposta, Rose então percebeu
que afilha estava comos fones deouvido, oque adei-
xoumuito irritada, fazendo-aaumentaro tomdavoz:
-Amélia! -Amenina que estava semaquiando
em frenteaoespelhoarregalouosolhosdesustoeficou
extasiada, olhando para o reflexo damãe - Seu pai já
está saindo. Você tem cincominutos para terminar de
searrumar.
Apesardoespanto, ameninaabriuumbocejoe,
comumacaradedesprezo, seviroupar amãeedisse:
-Ok!
Indignada com a reação da filha, Rose segurou
aindamais forteamaçanetadaporta, cerrouosdentes,
fitou-apor um segundo, deumeiavoltaequandoesta-
vanomeiodocorredor, gritou raivosamente:
-Cincominutos, Amélia! Cincominutos!!!
-Cadêela, Rose? -Perguntou Júlio.
-Aindaestá searrumando. Jáamandei apurar.
-Comoassim "ainda"?Eraparaestarmosnaes-
trada, já.Amélia! -Gritouopai -Desça já!Nãovoumais
esperarninguém!
- Tá bom! Tá bom senhor Júlio, imperador da
casa dos Rodrigues - disse ela baixinho, revirando os
olhos.
Quando todos já estavam no carro, o homem
perguntou:
- Jácuidaramdocão?
-Droga! -Disseomenino, levandoamãona tes-
tacomo sinal deesquecimento -Eumeesqueci doBil-
bo.
-MeuDeus, João! Você não consegue nem cui-
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