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tamos fazendo, eu não vi e não vejo nenhuma lixeira.
Queria jogarmeuchiclete fora.
-Esperoqueno restaurante tenha-disseela, fa-
zendo todos rirem.
Quando chegaram ao lugar desejado, ficaram
admiradoscomabelezadoambiente. Era tudo tãomo-
derno, tão limpo, que nem se importaram com omar.
Sentaram e fizeram seus pedidos e, só então, enquan-
to esperavam, é que resolveram olhar a água: ficaram
chocados!
O tempo jánão estavamais nublado,mas oho-
rizonte aquático não refletia aquela coloração de fim
dodia. Pelocontrário, aáguaestavamarrom. Asmarés
traziamuma lama negra e retornavam com latinhas e
sacolas.
Os quatro olharam ao seu redor e perceberam
que ninguém se importava com aquilo. No lugar, tira-
vam fotosnocenárioqueo restaurantedisponibilizava
nohalldeentrada.Ospratoschegarameelescomeram
em silêncio.
Como estavam cansados, foram direto para a
cama. A noite nunca passava tão devagar para Júlio
como aquela. Elenão conseguia tirar da cabeça a ima-
gem da "poluída paisagem". Pelamanhã, conversando
entre si, a família consentiu que não teria como ficar
ali e resolveram irparaumapraiaartificial queficavaa
algunsquilômetrosdedistância.
Para a surpresa deles, o lugar não estava mais
como antes. O rio havia recuado váriosmetros e uma
placa alertando sobre o ataque de peixes ilustrava o
pequeno espaço que sobrava para a diversão. Conver-
sandocomummorador, Júliodescobriuque issoestava