Revista Viva Conexão | Edição 14 - page 25

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Unimed Federação Minas
Região da Serra da Canastra oferece paisagem
privilegiada e diversas opções de lazer e turismo
Paisagens de cartão-postal. É o que
pode esperar quem visita a Serra da Ca-
nastra, no SudoesteMineiro. A 320 quilô-
metros de Belo Horizonte, a região
ecoturística abrange os municípios de
São Roque de Minas, Vargem Bonita, Sa-
cramento, Delfinópolis, São João Batista
do Glória e Capitólio. Com 200 mil hecta-
res, o local tem como maior atração o Par-
que Nacional da Serra da Canastra,
fundado, em 1972, pelo Instituto Brasi-
leiro de Meio Ambiente e dos Recursos
Naturais (Ibama), com a finalidade de res-
guardar as nascentes do rio São Francisco,
conhecido como "Velho Chico".
A Serra da Canastra, que ganhou
este nome por lembrar o formato de um
baú ou de uma arca, apresenta uma ve-
getação diversificada, com florestas e
campos rupestres, características da
zona de transição entre Cerrado e Mata
Atlântica. A vegetação rasteira e o relevo
acidentado formam uma linda vista pa-
norâmica e cachoeiras com mais de 100
metros de altura. A biodiversidade reúne
seis mil espécies, das quais 540 são de
plantas, de acordo com um grupo de es-
pecialistas da Universidade Federal de
Uberlândia. É possível encontrar varie-
dades de orquídea, bromélia, fruta-de-
lobo e canela-de-ema.
Anel de Souza é proprietário de uma
agência de turismo na região. Segundo
ele, além de uma rica vegetação, a fauna
atrai visitantes que valorizam o contato
com a natureza. "A observação de animais
selvagens, como o veado-campeiro, ta-
manduá-bandeira e lobo-guará, que es-
tão ameaçados de extinção, é comum.
Com um pouco de sorte, é possível, ao ca-
minhar pelo Parque Nacional, encontrar
macaco-sauá, lontra, tatu-canastra e, até
mesmo, onça-parda", afirma o empresá-
rio sobre o local, que abriga mais de 800
tipos de aves e 200 de mamíferos.
Esportes radicais
Além da proximidade com a natu-
reza, a Serra da Canastra também é pro-
curada para a prática de esportes. "As
belas paisagens são ideais para quem
gosta de fazer
trekking
. Existem muitas
trilhas, como a que começa na parte
baixa da cachoeira Casca d'Anta e segue
até o topo da Serra, onde o rio São Fran-
cisco deságua. Embora não seja muito
longa - são três quilômetros de exten-
são -, ela exige um bom preparo físico,
por ser íngreme e ter quase 300 metros
de altura", diz Anel de Souza.
A região também é conhecida por
suas quedas d'água: são mais de 30 ca-
choeiras, que formam piscinas naturais e
duchas. A maior delas é a Casca d'Anta,
com cerca de 186 metros de altura. Essa
característica natural atrai muitos visitan-
tes interessados em ecoturismo.
Segundo registros do Parque Nacio-
nal, quase 30 mil turistas visitam a região
por ano. "Há opções para a prática de es-
portes aquáticos, como rapel e
canyoning
,
feitos nas cachoeiras do Capão Forro e do
Nego, e de
boia-cross
. Com uma câmara
de pneu de caminhão ou grandes boias, as
pessoas descemparte do rio São Francisco
em uma pequena competição. A diversão
é garantida", destaca o empresário.
Para oferecer uma melhor infraestru-
tura e conforto aos turistas, o local ofe-
rece centros de aventuras
,
com uma
programação de lazer diversificada, que
inclui arvorismo. O esporte surgiu a partir
da necessidade de pesquisadores em es-
calar árvores de grande porte. Inspirados
nessa situação, os visitantes podem andar
entre o arvoredo
,
usando cordas e outros
equipamentos específicos.
A Serra da Canastra é a opção ideal
para a prática de esportes radicais
A biodiversidade reúne seis mil
espécies - 540 apenas de plantas
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