Revista Conexão - Julho / Agosto / Setembro de 2014 - Edição 14
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INOVAÇÃO E TECNOLOGIA
Projetos de pesquisa, tecnologia e tratamentos médicos ganham
nova dimensão ao serem financiados colaborativamente
Manchetes como
"Garoto recebe
ajuda da população para conseguir fazer
cirurgia de doença rara"
e
"Cientistas
aguardam financiamento coletivo de um
exame que vai agilizar o diagnóstico"
têm se tornado cada vez mais frequentes
na imprensa internacional e nas revistas
especializadas.
Essas notícias são alguns exemplos de
iniciativas voltadas para a área da saúde que
ganharam relevância, nos sites de
crowd-
funding
, a chamada
vaquinha virtual
. Por
meio de plataformas
onlines
, instituições e
profissionais inscrevemprojetos como ob-
jetivo de arrecadar verba e recursos para a
sua viabilização de forma colaborativa.
No passado, empreendedores utiliza-
vam recursos próprios, cartões de crédito
e amigos para financiar a tecnologia dos
sonhos. Hoje, eles podem misturar dife-
rentes abordagens.
O médico Charles Rocamboli, funda-
dor da
startup CureCrowd
, um banco de
dados de saúde construído coletivamente,
contou durante uma entrevista à revista
americana especializada em saúde,
Infor-
mation Week Healthcare
, que até agora o
projeto foi financiado por diversas pessoas.
"Recentemente, começamos com
crowd-
funding
no
IndieGogo
(uma das platafor-
mas disponíveis) e acreditamos que será
duplamente favorável. Ajuda a espalhar a
ideia e nos auxilia a levantar dinheiro para
o desenvolvimento contínuo", diz.
Além deste, sites como
MedStartr
e
HealthTechHatch
oferecem acesso a re-
cursos econômicos e um termômetro
instantâneo de comercialização, além de
financiar inovações para pacientes, mé-
dicos e instituições na área da saúde. Um
projeto bem-sucedido no
MedStartr
, de
acordo com a própria empresa, arrecada
US$ 13 mil imediatamente e cerca de
US$ 450 mil em seis meses. O
Indiegogo
não compartilha dados publicamente,
mas relatórios sugerem que cerca de 9%
de todos os projetos inscritos arreca-
daram 100% ou mais de fundos, e os ou-
tros 90% conseguem coletar mais de
50% do previsto.
Por isso, a procura está cada vez
maior. Os profissionais que entendem de
tecnologia para serviços de saúde querem
entrar para um mercado que deve gerar
US$ 57 bilhões até 2017, e já é comu-
mente utilizado para projetos culturais,
sociais e focados no empreendedorismo.
Somente em 2013, o
crowdfunding
movi-
mentou US$ 5 bilhões no mundo.
Para a analista do Sebrae Minas, Re-
gina Vieira, essa solução é inovadora e,
com isso, há um incentivo maior para que
os projetos sejam implantados. "A econo-
mia criativa é a mais beneficiada, já que as
atividades, mesmo não tendo recursos do
governo, recebem o apoio da sociedade,
que julga e analisa as propostas", enfatiza.
Salvando vidas
Iniciativas focadas em saúde são va-
riadas. Dentre as possibilidades, as que
realmente objetivam salvar vidas em um
curto prazo são as que mais chamam
atenção. O
Watsi
, primeira plataforma de-
dicada ao financiamento de tratamentos
Investimento
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