Revista VIVA| Edição Humor|17 - page 19

MELHOR IDADE
REVISTA VIVA
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LIVRO FAMILIAR
Na casa da contadora Fernanda Altoé, 37, e do servidor pú-
blico Bruno Federici Guimarães, 38, clientes UnimedVitória,
Clara, 5, não liga muito para os joguinhos eletrônicos. Sua
paixão mesmo é pelos livrinhos. "A gente incentiva muito, a
Clara tem vários livros e adora. Ela começou com livrinhos
lúdicos e de banho desde 6 meses", contou Bruno. Segundo
ele, era uma preocupação do casal que a filha se familiarizas-
se comos livros desde cedo. "Queremos que ela tenha o gosto
pela leitura, e familiarizar é o primeiro passo. Na creche, ela
tambémsempre teve esse estímulo comlivros na salade aula.
Alémde projeto pedagógico, temprojeto literário", explicou.
Segundo Bruno, o outro filho do casal, Pedro, 2, ouve,
junto com a irmã, histórias na hora de dormir. "O Pedro re-
cebe omesmo incentivo. Começamos a ler histórias para ele
e ele tem alguns livrinhos bem simples", afirmou. "A Clara
gosta de jogos de celular e computador, mas não teve con-
tato com videogame. Não é algo forte lá em casa, pois não
foi apresentado para ela. Ela domina o computador, quando
quer ver vídeos das personagens que gosta, entra sozinha e
coloca, mas não fica o dia todo", contou o pai.
CURIOSIDADE E GOSTO
Amãe e empresária Andressa Teixeira CardosoMian, 38, e
seumarido, o administrador HumbertoMian, 38, gostamde
ensinar seu filho Guilherme, 5, a falar e escrever coma ajuda
dos livros. Como ele está em processo de alfabetização o
interesse só aumenta. "Ele temvários livros e a avó também
compra muitas revistinhas em quadrinhos. Ele mesmo
já pega o livro na estante e me pede para ler para ele. O
'MeninoMaluquinho' é o preferido, já li umas 20 vezes para
ele (risos)", brincouAndressa. Na escola, Guilherme também
ganha incentivo. "A escola manda um livro todo mês para
lermos para ele", disse a mãe.
Embora Guilherme tenha videogame e computador,
Andressa contou que os jogos eletrônicos não são
concorrência com os livros. "São momentos diferentes,
um não atrapalha o outro. Ele temmuita curiosidade com
a leitura e eu o incentivomuito. Até quando eu estou lendo
e ele tem curiosidade e quer saber o que está escrito."
Criar gosto pela leitura na criança é dar a mesma
importância aos livros, dentro de casa, que à televisão ou
ao computador, completou a psicóloga Sâmela. "Para que
a criança valorize um livro, ela precisa de uma referência,
alguém que lhe mostre o caminho. Comece com livros
mais ilustrativos, leia todos os dias para as crianças e deixe
que elas completem a história e criem outras versões, dê
livros de presente e visite livrarias e espaços de leitura."
Andressa contou
que "OMenino
Maluquinho" é o
livro favorito de
Guilherme.
Fernanda e
Bruno lendo
para os filhos
Clara e Pedro.
fotos
José Alberto Jr.
reportagem
LuísaTorre
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